The calls to my grandmother (and the certainty that she speaks my language)

I’ve been calling my grandma more often.  She’s always lived far away. But I never called.  Maybe because something in me always fed the hope that at the end of the year we’d see each other. And then I could give her the tightest hugs and lay my head on her lap while she strokedContinue reading “The calls to my grandmother (and the certainty that she speaks my language)”

As ligações para a minha Avó (e a certeza de que ela fala a minha língua)

Tenho ligado para a minha vó com mais frequência. Por algum motivo que eu não sei bem explicar, eu nunca o fiz muito. Ela sempre morou longe. Mas eu nunca liguei.  Talvez porque alguma coisa em mim sempre alimentou a esperança de que no final do ano a gente fosse se ver. E aí entãoContinue reading “As ligações para a minha Avó (e a certeza de que ela fala a minha língua)”

Canarinhos refugiados em Pacaraima project: building Venezuela’s future from Brazil

“If you want to know what a country’s future looks like, look at the children. They’ll give you a good idea,” was one of the first things Miriam Blos said to me when we met at the Casa da Música in 2019. A year later, in the same place, the phrase couldn’t make more sense. Continue reading “Canarinhos refugiados em Pacaraima project: building Venezuela’s future from Brazil”

Canarinhos refugiados em Pacaraima: a construção de um futuro para a Venezuela no Brasil

“Se você quer saber como o futuro de um país se parece, olhe para as crianças. Elas vão te dar uma boa ideia,” foi uma das primeiras coisas que Miriam Blos me disse quando nos conhecemos na Casa da Música em 2019. Um ano depois, no mesmo lugar, a frase não podia fazer mais sentido. Continue reading “Canarinhos refugiados em Pacaraima: a construção de um futuro para a Venezuela no Brasil”

La Gran Sabana: about the things a crisis cannot destroy

“Tú no puedes comprar las nubes, tú no puedes comprar los colores, tú no puedes comprar mi alegría, tú no puedes comprar mis dolores” (you can’t buy the clouds, you can’t buy the colours, you can’t buy my happiness, you can’t buy my sadness), the chorus of Latinoamérica by the group Calle 13 echoes inContinue reading “La Gran Sabana: about the things a crisis cannot destroy”

La Gran Sabana: sobre as coisas que uma crise não pode destruir

“Tú no puedes comprar las nubes, tú no puedes comprar los colores, tú no puedes comprar mi alegría, tú no puedes comprar mis dolores”, o refrão de Latinoamérica do grupo Calle 13 ecoa na minha cabeça enquanto observo o reflexo das nuvens num riozinho na Gran Sabana. Existem coisas que uma crise, um regime ouContinue reading “La Gran Sabana: sobre as coisas que uma crise não pode destruir”

“De Arepa en Budare”: Luisa and those who still resist in Venezuela

“Never, ever, even with the terrible situation we’re living in now, I would leave my country. I am Venezuelan, as we say here, ‘de arepa en budare’*”. It is one of the first sentences that Luisa tells me while we have a coffee at 6 in the morning, amidst the tranquillity of La Gran Sabana.Continue reading ““De Arepa en Budare”: Luisa and those who still resist in Venezuela”

“De Arepa en Budare”: Luísa e a força que ainda resiste na Venezuela

“Jamais, jamais, mesmo com a pior situação que estamos vivendo agora, eu abandono o meu país. Eu sou venezuelana, como dizemos aqui, ‘de arepa en budare’”. É uma das primeiras frases que me diz Luísa enquanto tomamos um café às 6 da manhã, em meio a tranquilidade da Gran Sabana. Talvez não haja expressão melhorContinue reading ““De Arepa en Budare”: Luísa e a força que ainda resiste na Venezuela”

Venezuela: A spark of hope in the middle of chaos

My time in Venezuela was short. I arrived one day and left the next. And I feel that I needed more to absorb the atmosphere of the country that, yes, is sinking into a crisis. But in contrast, have people who don’t hold their heads down.  I didn’t have the chance to stop for theContinue reading “Venezuela: A spark of hope in the middle of chaos”

Venezuela: Um fio de esperança em meio ao caos

Meu tempo na Venezuela foi curto. Cheguei num dia e fui no outro. E sinto que precisava de mais para absorver a atmosfera do país que, sim, está afundando em uma crise. Mas que, em contraposição, tem um povo que não se deixa abalar.  Não consegui parar muito para as longas conversas que gosto deContinue reading “Venezuela: Um fio de esperança em meio ao caos”